quinta-feira, 21 de maio de 2020

Rotina nova desse sétimo mês



Olá pessoas! 
Primeiro: gostaram do layout? Fiquei um bom tempinho no Canva para fazer alguma coisa que eu realmente gostasse e consegui fazer este layout. Até que gostei, só falta atualizar os posts antigos com ele e fazer novos.
Minha visão ainda não voltou no sétimo mês. Se eu voltar a enxergar perfeitamente quando completar nove meses, vou começar a fazer memes que foi uma gravidez, sem brincadeiras. Porém eu estou percebendo que consigo ler algumas coisas extremamente coloridas (estilo preto e neon) e achei isso um senhor avanço.
Este final de maio resolvi fazer algumas coisas bem produtivas para o blog e para a minha vida. Comecei a fazer caminhada na varanda de casa, que é um espaço bem grande e dá para ficar 1h andando em círculos aqui. Resolvi utilizar meu planner para resolver algumas coisas do blog e estudei muito sobre redes sociais, blogs e etc para melhorar meu conteúdo para vocês. O post falando sobre as minhas fontes de estudo está sendo preparado, mas se vocês quiserem saber mais sobre a rotina e como eu estou me organizando, é só deixar um comentário que eu tento escrever sobre. 
Ah e outra coisa: senti minha criatividade muito mais aflorada, então preparem pois eventualmente aparecerão muitos textos para vocês.
Só que nem sempre as coisas dão certo meus caros amigos e amigas. Desde março ou começo de abril, parte do meu teclado resolveu não funcionar e a pessoa pensou que seria uma boa ideia arrumar o teclado. Resumo: tirei uma tecla para nada e não resolvi o problema. Isso sem falar que o pc de casa também está precisando ser formatado e está dando erro ao iniciar. Então eu tenho um notebook para formatar e arrumar o teclado e um pc para formatar e um teclado para comprar, já que o teclado do pc também deu problema. 
Alô empresas que arrumam notebook, se quiserem patrocinar a arrumação, o e-mail está na aba contato. Brincadeira, mas se quiser podemos conversar hahahaha
O mês foi mais tranquilo e eu até achei bem rápido. Parece que o dia das mães foi ontem quando, na verdade, estamos a uma semana de junho. Dá para acreditar?
Falando em junho, acho que vou colocar canjica na minha lista de itens essenciais para manter em casa. Como não vamos ter festa junina, pelo menos podemos comer uma canjica (disse a pessoa que comeu canjica no começo do mês, mas relevem), certo?
E mais uma coisa (estou parecendo vendedor da TekPix, nunca acaba o que tenho que falar): no dia 2/06 vou completar três meses com a minha medicação nova e acho que em junho deve ter dois posts do diário: um para atualizar e outro para falar sobre a minha convivência com o medicamento. Vocês gostariam de saber mais?

sábado, 16 de maio de 2020

Você não ligou no dia seguinte

Lembro daquele dia, do nosso primeiro encontro. Nós dois estávamos indo ver um filme perto do dia dos namorados. Eu já estava extremamente atrasada por causa do trânsito de Belo Horizonte e, felizmente, você não me deixou plantada lá no cinema. Após um tempo, finalmente nos encontramos e fomos assistir a um filme. Como os ingressos para outros filmes estavam esgotados, acabamos por indo assistir um filme de romance bem meloso quando nós dois queríamos ver um filme de ação. Não foi o melhor encontro, mas foi melhor que o meu primeiro. Até me lembro de ter te roubado um beijo depois do filme e não deu em nada no final. 
Você não ligou no dia seguinte. Não mandou mensagem. E nem no próximo. No terceiro, enviei uma mensagem que nunca foi respondida. Você simplesmente sumiu.
E não me pergunte o motivo que eu estou escrevendo este texto para você depois de quase quatro anos disso. Eu realmente não sei. Talvez o fato de você não ter nem se despedido ou me olhado surpreso quando te beijei mexeram comigo de alguma forma. Talvez fosse a primeira vez que não criei tantas expectativas com alguém. Talvez seja o fato de que eu tive a atitude de te beijar. Talvez seja por tudo isso que o encontro com você mexe comigo até hoje.
E, caso você esteja lendo, obrigada. Obrigada por não ter ligado no dia seguinte.
Se você tivesse ligado, talvez esse texto nunca existiria.

Imagem: Tumblr

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Seis meses se passaram



Seis meses se passaram desde quando perdi parte da visão por conta da Esclerose Múltipla. Por mais que os resultados dos meus exames mostrem avanços e indicam que eu possa recuperar a visão, eu ainda fico bem receosa. Nunca um surto demorou mais que três semanas para a total recuperação e isso me deixa bem preocupada. E se eu perder parte da visão para sempre? Claro que essa hipótese não me assusta tanto quanto antes, mas é algo a ser pensado. Acredito que eu dei uma acostumada com a baixa visão. É uma coisa incômoda, mas só de eu não perder mais boa parte do meu dia literalmente chorando por causa dela, já é um avanço.
E continuamos de quarentena por aqui. Saí para ir à oftalmologista fazer alguns exames e devo retornar em alguns dias para fazer a tomografia e outros exames. Minha neurologista disse que vai me atender assim que a pandemia acabar, tirou minhas dúvidas por telefone e disse que qualquer outra dúvida que eu tiver é para entrar em contato com ela por telefone, para preservar minha saúde o que eu achei bem certo da parte dela.
E essa semana eu vi muitas pessoas comentando sobre o que tem falta desde quando a quarentena começou. Uma das coisas que eu sinto falta é a academia. Nunca me imaginei dizendo isso, mas estou com saudades de ficar suando em uma esteira de frente ao ventilador enquanto escuto Shakira ou Within Temptation no máximo volume. A segunda coisa é a questão da rotina. Tentei muito manter um ritmo aqui em casa para arrumar postagens no blog, organizar armários e tudo mais, mas ainda não achei suficiente. Sem contar que a casa está muito mais arrumada nesse período de quarentena do que antes, ou seja, o que mais estamos fazendo é limpar a casa (o que é bom, é um hábito que quero manter quando isso tudo acabar). Terceira coisa: visitar as pessoas. Por mais que eu visite mais a minha tia e que não saia tanto assim com meus amigos, sinto falta de sair para conversar com as pessoas cara a cara, sem ser por voz ou por uma tela de celular. E a última coisa: jogar no computador. Ainda jogo, mas o computador em que eu fazia lives começou a ficar muito lento, o que impossibilita jogar e fazer lives e como eu estou com saudades de fazer transmissões ao vivo. 
Mas não é só de coisas que eu sinto falta que essa quarentena está servindo. Também estou mudando muitas coisas em mim extremamente positivas. Estou reaprendendo a cozinhar, aproveitando que a minha irmã está aprendendo. Estou voltando a ter o hábito de ler, por mais que eu esteja lendo Para Sempre faz duas semanas e estou na metade do livro. Acho que eu perdi muito a vontade de ler romances depois que li muitos livros da Sara Shepard. Comecei a fazer alguns cursos online para melhorar meu currículo e minhas habilidades (em breve vou fazer um post com indicações de cursos gratuitos).
Isso é só uma parte das coisas que estão acontecendo nesses dias de quarentena e dar um pequeno update sobre a minha visão. E vocês? Estão tendo hábitos novos nessa quarentena?

segunda-feira, 23 de março de 2020

Surtada e em quarentena



Olá pessoas!
Faz muito tempo que não escrevo aqui, então perdi um pouco o ritmo de como escrever no blog. Bom, as postagens estão sendo programadas para voltar duas vezes por semana em julho e já comecei a organizar as postagens de agosto! Já a produção de vídeos está parada e as lives talvez voltem esta semana.
Resolvi fazer um grande update na minha rotina e contar um pouco do que aconteceu nos últimos dias, já que a última atualização sobre a Esclerose Múltipla que fiz aqui é do dia 24 de dezembro de 2019.
Em janeiro eu troquei de neurologista e de medicação. Antes eu tomava o Avonex uma vez por semana e era um saco tomar injeção toda semana. Na época, ele foi o mais indicado para mim por conta da minha idade (eu tinha 17 anos), mas com o tempo acredito que ele acabou ficando leve para o meu organismo. Conversei com minha neurologista (a consulta durou mais de uma hora) e ela optou em trocar para o Fumarato de Dimetila (ou Tecfidera).
Entrei com o pedido na Farmácia de Minas e o remédio foi liberado no dia 28/02/2020 e a minha primeira dose foi no dia 02/03/2020 às 20h. Seguindo orientação médica, fiquei uma semana tomando a dose de 120mg duas vezes ao dia - uma de manhã e outra à noite - durante uma semana. Não tive nenhum efeito colateral nesse tempo, o que eu achei fantástico. 
Quando a dose de 120mg acabou, comecei com a dose de 240mg duas vezes ao dia e essa eu achei um pouco mais forte (obviamente) e comecei a ter dores de estômago muito fortes, sensação de calor e uma leve sensação de queimação nas costas, motivos que me fizeram dar um tempo nas lives. 
Conversei com a nutricionista do programa Bia e ela me deu várias dicas para diminuir os efeitos colaterais. Consultar com um nutricionista sempre tem o seu lado bom e o seu lado ruim - ao mesmo tempo que eu vejo que tem muita coisa que eu como direito, tem muita coisa que eu como errado. Um exemplo é o sorvete. A nutricionista me disse que o sorvete pode aumentar muito a dor de estômago (achei o motivo de que fiquei três dias com o estômago doendo), sendo que eu AMO tomar sorvete, principalmente de flocos.
E, durante esse meio tempo, surgiu o surto de COVID-19 e a orientação para todos é simples: NÃO SAI DE CASA. Como eu estava com uma sensação de calor e queimação que emendou com a dor de estômago, estava em casa desde o dia 11/03, não saindo para a academia e nem para consultas com a psicóloga. Eu também estou super acostumada a ficar em casa, já que eu fico mais tempo em casa do que fora dela desde outubro de 2019. A quarentena não me afetou tanto assim, mas sei que muita gente não sabe o que fazer. Então, vendo as muitas recomendações de pessoas no Instagram de várias coisas para fazer, vou ver se posto nos meus stories (deixando salvo como destaques depois) algumas recomendações de séries, livros, cursos, podcasts, jogos, filmes e etc. Inclusive, se você tem alguma recomendação, pode deixar aqui nos comentários! E não deixe de me seguir no instagram!
Nesta semana eu ainda vou ter conversa com o coach do programa Bia e com a enfermeira (ou o enfermeiro, a atendente não especificou) e assim que essas conversas acontecerem, devo dar uma atualizada aqui. E se vocês quiserem saber mais sobre a minha adaptação com o novo medicamento, deixem nos comentários também. Talvez eu faça um post somente sobre isso no futuro.
Então lavem as mãos, bebam água e, se possível, fiquem em casa!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Eu ainda não estava pronta

Achei que eu estava pronta para voltar com tudo, mas eu ainda não estou 100% preparada para voltar com o blog, porém percebi que ainda não estou. Quero muito voltar, mas acho que o momento não é agora. Coloquei as postagens como rascunhos e pretendo voltar em julho. Vai ser o mês do meu aniversário, pretendo colocar um layout novo e mudar muitas coisas.
E, quando voltar, postarei nas redes sociais! Então acompanhem por lá para saberem quando volto.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Pensei que daria certo

Durante o pouco tempo que nos conhecemos, acredito que eu já sentia algo diferente por você. Não sei se é por conta do seu jeito amigável, simpático ou confiante, mas você me conquistou de uma forma diferente. Ouvia você comentar sobre as suas conquistas e fingia que estava tudo bem, mas eu estava levemente machucada. Mas não teria como você saber, não é mesmo? E são nessas horas que eu não sei se sou uma boa em enganar os outros ou se você estava tão ligado nela que não reparou nos detalhes. Acredito mais na segunda opção. Não sei se vou conseguir ver sua foto sem pensar nas coisas que poderia ter dado certo.

Imagem: Giphy

Você vai virar um texto

"Você vai virar um texto", pensei quando ele me chamou para sair em uma segunda-feira. Sempre foi assim e, muito provavelmente, sempre será assim. Eu começo a me envolver com alguém e, na hora que eu paro para pensar, ferrou: a pessoa vira um texto. Um texto que, muito provavelmente, nunca vai ser lido. Um texto que vai ficar para sempre na memória. Mas posso te dizer uma coisa? Não queira que você fosse só um texto. Queira que você fosse alguém marcante. Alguém que me faça escrever mais e mais textos, só que para você ler.

Imagem: Tumblr

*Texto publicado em 4 de março de 2015

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Sobre 2019

2019 foi um ano difícil, principalmente depois de maio. Em junho encarei dengue pela primeira vez e não recomendo. Ficar parada com medo de qualquer coisa baixar ainda mais as minhas plaquetas foi complicado. E após isso tive o primeiro surto de Esclerose Múltipla que afetou a visão e que melhorou em duas semanas. Comecei a melhorar, a procurar médicos e, em 17 de outubro tive o segundo surto, mais pesado ainda, uma vez que perdi a visão do olho direito. Não vou mentir dizendo que tudo foi tranquilo, que eu aceitei tranquilamente e que mantive a calma todos os dias. Alguns dias eu me forçava a sair da cama. Outros dias, chorava baixinho no banho ou sozinha em casa, para não preocupar minha irmã e minha mãe. Até fiquei surpresa por não ficar desidratada com a quantidade de lágrimas que chorei. Fiquei extremamente nervosa em muitas situações pequenas e me recusava a fazê-las, como atravessar a rua ou lavar um copo. Muitos dias não conseguia comer direito. Quando escrevo este texto, mais de 60 dias se passaram e minha visão voltou parcialmente e, depois de um tempo, aprendi a ver o lado bom (com um olho só) da situação. Como fiquei muito emotiva com toda a situação e com muito medo, voltei a escrever – e muito. Mais uma vez, vi que a escrita é algo que vai sempre estar na minha vida, para poder me confortar e ajudar a me reerguer. Focar em melhorar, me fez perceber que poderia ajudar outras pessoas compartilhando minha história – um dos motivos que me fez querer compartilhar mais sobre meus surtos no blog. Descobri que fazer academia e me exercitar é algo extremamente prazeroso, algo que eu nunca imaginei que gostaria de fazer. Fiquei muito próxima da minha mãe e da minha irmã, que não desistiram de mim porque me amam. Sério, eu estava insuportável e devo muito a elas por serem dois anjos me ajudando na minha recuperação (mãe e Jade, se vocês estão lendo isso saibam que eu amo muito vocês). Outra pessoa que me ajudou a melhorar foi Deus. Todas as noites pedia para Ele devolver minha visão e Ele está me devolvendo aos poucos, mostrando que as coisas levam tempo. 
Pois é, 2019 foi um ano turbulento, porém um ano o qual sou muito grata. Aprendi muito mais nesse ano do que eu poderia imaginar que aprenderia. Tomei decisões para a minha vida que, por mais que parecessem impulsivas, eram vontades de muito tempo que faltavam um empurrão para serem feitas. Conheci pessoas fantásticas que me fizeram rir em momentos ruins. Comecei do zero em alguns momentos da minha vida e não me arrependo, pois aprendi ainda mais. 2019 me fortaleceu muito e acredito que 2020 terão muito mais aprendizados pela frente e muitos desafios a serem encarados.
Feliz Natal, um próspero Ano Novo e até o ano que vem!

Imagem: Tenor

domingo, 8 de dezembro de 2019

As vezes que eu não disse...

Nunca pensei que você fosse mexer tanto assim comigo. Qual é o motivo? Em um dia estávamos conversando sobre o que faríamos assim que as provas acabassem e no outro estávamos fazendo planos para tomar um sorvete de pistache perto da sua casa. Não vou negar que eu queria ter essa sensação de refrescar com um sabor de sorvete que nunca provei ao seu lado, mas acredito que não era para ser. Será que demorei muito para perguntar se você estava interessado em alguém? Tola sou eu, por acreditar que teria alguma chance, não? 
Será que se eu tivesse tomado uma atitude antes as coisas seriam diferentes? Será que ao invés de só ficarmos no sorvete de pistache evoluiríamos para um cinema, um jantar ou até mesmo assistir a um filme ou seriado na Netflix para distrair a cabeça?
Muitas perguntas até o momento sem respostas. Ah, se eu tivesse coragem e falasse logo de uma vez as coisas que eu não disse...

Imagem: Tumblr

sábado, 7 de dezembro de 2019

"Estou com saudades de sentir saudades"

Eu estava andando no corredor a caminho do mural de avisos da coordenação do meu curso, buscando algum estágio ou possível trabalho, para aumentar a renda. Eis que eu encontro um pedaço de papel escrito "estou com saudades de sentir saudades" e comecei a pensar sobre esse assunto.
Sentir saudade é algo muito comum do ser humano e é um sentimento que muitas pessoas evitam ter e eu realmente não entendo. Sentir saudade é bom, pois deixa as pessoas as quais você está com saudade eternizadas em sua memória e em um lugar mais bonito ainda: o seu coração.
Outra coisa que acontece muito comigo é sentir saudades de momentos... Dependendo dos momentos, são mais difíceis de serem superados do que pessoas.
Agora, quando os dois estão juntos... É pior. E pensar nos momentos e nas pessoas me fez sentir saudades...

Imagem: Gifter

*Texto publicado em 12 de novembro de 2015

Uma bela história de amor?

Foi seu aniversário ontem e, como uma memória que não sai da minha cabeça por nada, lembrei de todas as vezes que nos esbarramos em festas e você preferiu alguma outra menina. As vezes que você puxou papo comigo e correu atrás da ex. As vezes que eu curtia uma foto sua e você retribuía na mesma hora, para ver o que você faria. As conversas que, mesmo que curtas, mexiam comigo para caralho.E, para coroar, encontrei com você outro dia. Ah, malditos amigos em comum! Acho engraçada a forma a qual você me olha como se fosse a primeira vez todas as vezes que nos encontramos ou conversamos. Essas coisas para você pode não significar nada, mas mexem comigo. Afinal, não tem como não mexer com o meu emocional e com todas essas lembranças.

Conto para amigas minhas sobre isso e elas dizem que daria uma bela história de amor. Pensando nisso, começo a rir sozinha enquanto escrevo mais um texto.

Se teremos uma história de amor eu não sei, mas vou ficar aqui escrevendo mais alguns textos para você em segredo. Afinal, você nunca irá deduzir que é a inspiração para alguns de meus textos.

Imagem: Tumblr

*Texto postado em 27 de dezembro de 2016

O simples ato de desabafar em palavras.


Todo mundo tem um refúgio. Algum lugar ou alguém que elas simplesmente desabafam e contam das coisas que passaram durante um tempo. Um refúgio, um porto seguro.
Passei por um semestre com milhões de turbulências. Ansiedade dando sinal de vida. Pressa para fazer trabalhos de faculdade. Um período difícil de adaptação em um novo estágio. A angústia de ver que nada do que eu fazia estava bom não para os outros, mas para mim. Idas e vindas ao hospital, muitos exames de sangue feitos (para alguém que odeia agulhas e exames, é uma agonia) e todos eles dando normal. A sensação de estar em uma correria. Magoar e afastar pessoas muito queridas sem querer. Chegar em casa e querer deitar na cama abraçada com o cachorro. Pois é, foram dois meses bem complicados.
Pensei em dar um tempo para a escrita, já que eu, simplesmente, não estava mais sabendo o que estava acontecendo comigo. Estava sem motivo, desanimada, sem vontade de fazer quase nada e acabei "abandonando" esse meu hábito de colocar tudo em um texto. Colocar meus medos, minhas alegrias, minhas angústias, minhas dores e meus amores em palavras. Acreditei que ficando longe disso tudo eu iria melhorar, que, quando eu voltasse, eu estaria renovada e pronta para muitas outras. Mas eu estava enganada. Acredito que piorei não colocando nada em palavras e cheguei a conclusão de que eu preciso escrever para me sentir bem novamente. Preciso colocar em palavras tudo o que vem à mente. Para desabafar. Para compartilhar meus sentimentos. Para sentir-me bem comigo mesma.
Agora, eu sei que a escrita é o meu refúgio. Se eu falo tudo o que eu penso em palavras, por mais que elas não façam o menor sentido, eu me sinto muito melhor e renovada, assim como após uma boa consulta com uma psicóloga que você sai bem mais leve e confiante, acreditando que nada pode te parar. E quer saber? Se a escrita é o meu refúgio, eu não poderia ter escolhido um refúgio melhor.


Imagem: Ei Insisto


*Texto publicado em 13 de julho de 2016

Três minutos e quarenta segundos de música trazem muitas lembranças

Escutei a nossa música ontem. Aquela que ouvimos quando meus amigos falaram "um amigo meu quer te conhecer" e nós começamos a conversar, sem pretensão nenhuma. Coincidentemente, foi a mesma música que tocou quando eu te chamei no Facebook para conversar naquela mesma noite. E olha, foi a conversa mais longa que eu tive em um bom tempo. Afinal, são poucas pessoas que acabaram de se conhecer e já estão conversando até 2h34 da manhã. Sim, 2h34, pois você queria dormir com um número em sequência, o que me fez rir. Dias depois, a mesma música apareceu quando tivemos o nosso primeiro encontro. Aquele beijo que me fez dormir com um sorriso nos lábios e que fica grudado em minha mente, que me provoca arrepios até hoje, só de lembrar.
Porém, a música também apareceu quando você me disse que voltou para a sua ex. Pediu desculpas por qualquer coisa e foi embora, sem mais. Foi como se nada tivesse acontecido. Lembro que naquele dia chorei. As conversas começaram a ser raras, coisa de um “oi, como vai?” e “nossa, estou ocupado, depois falo com você” até nunca mais acontecerem.
É... Três minutos e quarenta segundos de música trazem muitas lembranças.

P.S.: Abri seu Facebook hoje, depois que essas lembranças dominaram minha mente. Era seu aniversário. A vontade era de mandar uma mensagem toda alegre, mas as lembranças não deixaram. Ah, e se você ler isso, me mande uma mensagem. Estou com saudades.

Imagem: Tumblr

*Texto publicado em 7 de novembro de 2016